Setembro Amarelo – saúde mental na pandemia

A pandemia do coronavírus ainda não acabou e tem deixado especialistas e instituições de atendimento à saúde mental em maior estado de alerta. Os principais motivos da preocupação extra seriam que as medidas de isolamento e distanciamento social, assim como o medo e vulnerabilidades socioeconômicas agravassem, potencialmente, sinais e risco para o suicídio. Felizmente, pesquisas recentes apontaram que os casos no Brasil se mantiveram na média de ocorrências e em alguns países, como na Austrália, até caíram.

O suicídio é um fenômeno registrado ao longo de toda história da humanindade. O ato de extinguir intencionalmente a própria existência está associado a diversos fatores que fazem parte da vida de um indivíduo. Frequentemente, os casos estão relacionados com comportamentos autodestrutivos e sofrimento. Depressão, dependência química, transtorno bipolar e outras doenças mentais, quando não identificadas ou não tratadas adequadamente, podem levar ao suicídio. 

Segundo dados de 2019 da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma pessoa se suicida a cada 40 segundos no planeta. No período de um ano, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida e um número bem maior de indivíduos tenta o ato sem sucesso. Em 2016, esta foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Quando alguém se vai dessa forma trágica, amigos, familiares e comunidades inteiras são afetadas, e seus integrantes sofrem com efeitos por muito tempo.

Durante a pandemia, percebe-se um cenário adverso e com características capazes de acionar gatilhos obscuros na mente humana. Por isso, é preciso estar atento consigo e com os outros, e saber identificar sinais e riscos para o suicídio. Diante de um quadro que sugira perigo ou que seja, de forma negativa, intenso demais, pedir e oferecer ajuda é fundamental para que menos pessoas morram desta forma.

Dentre os sinais característicos de um quadro de risco estão:

  • Mudanças bruscas de hábito;
  • Perda de interesse por atividades que gostava;
  • Descuido com a aparência;
  • Alterações no sono e no apetite;
  • Abuso de substâncias;
  • Sentimentos de desesperança e comentários com tom de desespero.

Ao notar esses sinais de alerta com pessoas do seu convívio, especialistas da área de saúde recomendam redobrar a atenção, demonstrar cuidados e empatia. Oferecer uma boa conversa, orientar e auxiliar na procura por um profissional qualificado (psicólogo, psiquiatra etc.) é essencial. Centros de atenção psicossocial e instituições como o Centro de Valorização da Vida (CVV) estão aptos para oferecer suporte e uma conversa eficaz diante de um quadro preocupante.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021 contrariaram as previsões feitas no começo da pandemia e revelaram que o número de suicídios registrados, no Brasil, em 2020, foi de 12.895, com variação de apenas 0,4% em relação ao ano anterior.  Em 2019, foram registrados 12.745 casos. Os estados que apresentaram maior número, repetindo o ano anterior, foram: São Paulo, Minas Gerais e Porto Alegre. A tendência no país é de alta: em 2012, foram 6.905 casos. Então, mesmo que a pandemia não tenha fomentado aumento considerável no número de suicídios, ainda precisamos estar atentos e disponíveis para pessoas de modo geral, principalmente de nosso relacionamento e familiares.

Sabemos que o período de isolamento social e a crise econômica é desafiador quando o assunto é manter a saúde mental, para qualquer ser humano. Mesmo distante, esteja presente; mantenha contato com amigos e parentes. Aproveite as diversas informações veiculadas durante o Setembro Amarelo e participe do movimento de prevenção ao suicídio, ajudando a salva vidas.

 

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